Muito tempo depois volto aqui para dar notícia dos meus progressos no mundo da verdadeira fotografia, que o resto são imagens num monitor de computador, embora eu se quiser aqui mostrar algum trabalho tenha de converter a prata em pontinhos de luz.
Pois que a evolução tem sido grande e a experimentação muita. Nos vários formatos, médios e grandes.
E ler. E estudar. Ler muito e estudar mais, todo o tipo de livros sobre fotografia analógica, quanto mais antigos melhor. Muita tem sido a aprendizagem. Porque isto é um ofício, pratica-se e cada vez os resultados são mais satisfatórios.
Entretanto comecei a comprar eu próprio os elementos químicos para realizar fórmulas comprovadas mas não comerciais.
A primeira experiência correu muito bem: um revelador à base de Metol em dois banhos, em que no primeiro a emulsão é apenas embebida e apenas no segundo é revelada, ou seja, as sombras ficam devidamente desenvolvidas e as partes brilhantes ficam com com densidade mais baixa, facilitando a ampliação. Uma vantagem grande aqui é que todos os negativos, independente de marca ou condições, são revelados sempre com os mesmos tempos: 4 minutos em cada banho! Resultados surpreendentes depois na fase de impressão. Isto para não falar no aspecto económico e no grão, finíssimo!
A segunda experiência, ainda a decorrer, envolve o uso de uma máscara desfocada, Unsharp Mask... Quem usa este ferramenta no Photoshop não faz ideia do que é, apenas o que faz.
Basicamente, consiste em produzir por contacto um positivo difuso num negativo a partir do negativo que se quer imprimir e depois fazer a impressão final com o negativo e a máscara. Os resultados são fabulosos em termos de nitidez, mas todo o processo envolve uma logística que ainda estou a estudar. Em breve mostrarei alguns resultados, espero.
Aqui ficam três negativos 4x5 digitalizados, feitos em Constância, revelados nos dois banhos mencionados.
Quem ficar interessado pode inquirir sobre mais pormenores!